sábado, 3 de agosto de 2013

Sermão: Por quê sofre o justo?

Texto base:

 1Na terra de Uz morava um homem chamado Jó. Ele era bom e honesto, temia a Deus e procurava não fazer nada que fosse errado. 2Jó tinha sete filhos e três filhas 3e era dono de sete mil ovelhas, três mil camelos, mil bois e quinhentas jumentas. Tinha também um grande número de escravos. Enfim, Jó era o homem mais rico de todo o Oriente. 4Os filhos de Jó iam às casas uns dos outros e davam banquetes, cada um por sua vez. E as três irmãs eram sempre convidadas para esses comes e bebes. 5Quando terminava uma rodada de banquetes, Jó se levantava de madrugada e oferecia sacrifícios em favor de cada um dos seus filhos, para purificá-los. Jó sempre fazia isso porque pensava que um dos filhos poderia ter pecado, ofendendo a Deus em pensamento.


Introdução

Que o pecador sofra, todos entendemos! Mas o justo? Aquele que faz tudo para agradar a Deus?

A experiência do sofrimento é a princípio indesejável e o seu propósito, de acordo com a vontade de Deus, é sempre sublime.

O livro de Jó relata o mais belo poema da história da humanidade. Neste livro somos desafiados a entender os propósitos do sofrimento dos justos. Jô era bom, honesto, temia a Deus e procurava não fazer nada que desagradasse ao Senhor.

Jó era rico e fiel. Oferecia sacrifícios a Deus e intercedia pelos seus filhos. Ele era um pai exemplar.

Mesmo assim, Deus, cujos pensamentos são desconhecidos do homem, permitiu que Jó sofresse.

Jó, mesmo sem saber os motivos do seu insuportável sofrimento, suportou tudo, sem blasfemar ou perder a fé.

Desenvolvimento

O cristão passa por dificuldades no curso de sua vida. Problemas financeiros, miséria, saúde debilitada, problemas conjugais e outras centenas de dificuldades.

Procuramos às vezes a origem de nossos problemas, e por sermos fracos, terminamos por vezes a questionar nossa fé aos nos confrontarmos com a prosperidade daqueles que não temem a Deus.

Jó era um homem exemplar, temente a Deus e irretocável na sua vida pessoal. Mesmo assim foi tocado de uma maneira devastadora pelo sofrimento. Perdeu tudo. Literalmente tudo, mas permaneceu fiel, adorando a Deus, sem negar a sua fé, pois ele sabia que o Senhor tinha um propósito para todo aquele sofrimento.

Jó era um dos homens mais ricos do Oriente. Por certo deveria ter fama e muitos amigos e o seu sofrimento deve ter sido amplamente divulgado.

O sofrimento é conseqüência do pecado. Mas às vezes Deus permite que um servo seu sofra, para amadurecer na fé, para moldá-lo no fogo da provação.

Deus provou a fé de Jô, mas o Senhor conhecia os limites do seu servo, Ele sabia que Jó iria suportar todos os sofrimentos que lhe foram impostos. Assim como Deus provou a fé de Jó, Ele pode estar provando a sua fé e sabe [Ele] até onde você suportará e, além disso, que sairá mais forte do deserto da provação que está passando.

Na prova nos buscamos mais a Deus, nós somos mais sensíveis aos problemas dos outros. Wiley afirma que “basta ser posteridade de Adão para se estar sujeito a todas as conseqüências do pecado”.  Já Aristóteles via o sofrimento humano como útil ao ser humano: “Quando o suportamos não por insensibilidade senão por grandeza de alma, o sofrimento é sublime”.

Deus tem um propósito com o seu sofrimento.

É principalmente no sofrimento incompreensível e aparentemente injusto que se nos oferece a oportunidade de prestar a Deus a homenagem mais tocante e menos indigna dele – a de um fiel e confiante amor.

Ilustração

Policarpo (69 – 155 d.c), bispo da Igreja Primitiva, quando tinha 86 anos de idade foi torturado até a morte, por ser fiel a Cristo, na época da perseguição romana aos cristãos.

Apesar de toda uma vida servindo a Cristo, sofreu e foi morto de maneira cruel, sem ter cometido crime algum, foi colocado em uma fogueira – pira funerária, tão quente que os executores saíram de perto para não se queimarem. Policarpo, dentro da fogueira, orava a Deus e alertava aos seus executores que “o fogo com que me ameaça queima por um tempo , mas logo se extingue; existe um fogo do qual você não sabe nada a respeito: o fogo do julgamento por vir, uma punição eterna, o fogo reservado para os ímpios...”

Policarpo louvava e orava enquanto continuava vivo em meio ao fogo. Determinados em acabar com a vida dele, os guardas enfiavam lanças em seu corpo, tantas que o sangue que saia das feridas apagou o fogo. Depois de muitas tentativas Policapo foi morto e o seu corpo foi queimado. 

Deus tinha um propósito com o sofrimento de Policarpo e os outros milhares de mártires que foram assassinados pelo império romano: o crescimento e o fortalecimento do evangelho, que se agigantou com as perseguições.

O Senhor tem um propósito para todas as coisas, inclusive para o seu sofrimento.

Conclusão

Jó resistiu ao deserto e saiu mais fortalecido de toda aquela situação. Tanto é que no capítulo 42, versículo 5, afirma que “Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos”.

Depois do deserto que você está vivendo você sairá mais forte. Você não será mais quem conhece Deus apenas de ouvir falar. Terá um relacionamento íntimo com o pai e verá a face de Deus.

Lembrem-se “(...) O choro pode durar a noite inteira, mas de manhã vem a alegria” (Salmos 30:5b)


A FAMÍLIA E OS BENS DE JÓ
ANTES DA PROVAÇÃO (1:2-3)
DEPOIS DA PROVAÇÃO 42:12-15
7 filhos
7 filhos
3 filhas
3 filhas
7 mil ovelhas
14 mil ovelhas
3 mil camelos
6 mil carneiros
Mil cabeças de gado
2 mil cabeças de gado
500 jumentas
Mil jumentas


Texto paradigma (os propósitos de Deus são desconhecidos do homem):

João 13:7 e 8 -  Jesus respondeu: — Agora você não entende o que estou fazendo, porém mais tarde vai entender! 8 — O senhor nunca lavará os meus pés! — disse Pedro. — Se eu não lavar, você não será mais meu discípulo! — respondeu Jesus.


Salmos 119:71 - Foi bom que eu tivesse sido castigado, pois assim aprendi os teus mandamentos

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