Texto base:
1Na
terra de Uz morava um homem chamado Jó. Ele era bom e honesto,
temia a Deus e procurava não fazer nada que fosse errado. 2Jó tinha
sete filhos e três filhas 3e era dono de sete mil ovelhas, três mil camelos,
mil bois e quinhentas jumentas. Tinha também um grande número de escravos.
Enfim, Jó era o homem mais rico de todo o Oriente.
4Os filhos de Jó iam às casas uns dos outros e davam banquetes, cada um por sua
vez. E as três irmãs eram sempre convidadas para esses comes e bebes. 5Quando terminava uma rodada de banquetes, Jó se levantava
de madrugada e oferecia sacrifícios em favor de cada um dos seus filhos, para
purificá-los. Jó sempre fazia isso porque pensava que um dos filhos poderia ter
pecado, ofendendo a Deus em pensamento.
Introdução
Que
o pecador sofra, todos entendemos! Mas o justo? Aquele que faz tudo para
agradar a Deus?
A
experiência do sofrimento é a princípio indesejável e o seu propósito, de
acordo com a vontade de Deus, é sempre sublime.
O
livro de Jó relata o mais belo poema da história da humanidade. Neste livro
somos desafiados a entender os propósitos do sofrimento dos justos. Jô era bom,
honesto, temia a Deus e procurava não fazer nada que desagradasse ao Senhor.
Jó
era rico e fiel. Oferecia sacrifícios a Deus e intercedia pelos seus filhos.
Ele era um pai exemplar.
Mesmo
assim, Deus, cujos pensamentos são desconhecidos do homem, permitiu que Jó
sofresse.
Jó,
mesmo sem saber os motivos do seu insuportável sofrimento, suportou tudo, sem
blasfemar ou perder a fé.
Desenvolvimento
O
cristão passa por dificuldades no curso de sua vida. Problemas financeiros,
miséria, saúde debilitada, problemas conjugais e outras centenas de
dificuldades.
Procuramos
às vezes a origem de nossos problemas, e por sermos fracos, terminamos por
vezes a questionar nossa fé aos nos confrontarmos com a prosperidade daqueles
que não temem a Deus.
Jó
era um homem exemplar, temente a Deus e irretocável na sua vida pessoal. Mesmo
assim foi tocado de uma maneira devastadora pelo sofrimento. Perdeu tudo.
Literalmente tudo, mas permaneceu fiel, adorando a Deus, sem negar a sua fé,
pois ele sabia que o Senhor tinha um propósito para todo aquele sofrimento.
Jó
era um dos homens mais ricos do Oriente. Por certo deveria ter fama e muitos
amigos e o seu sofrimento deve ter sido amplamente divulgado.
O
sofrimento é conseqüência do pecado. Mas às vezes Deus permite que um servo seu
sofra, para amadurecer na fé, para moldá-lo no fogo da provação.
Deus
provou a fé de Jô, mas o Senhor conhecia os limites do seu servo, Ele sabia que
Jó iria suportar todos os sofrimentos que lhe foram impostos. Assim como Deus
provou a fé de Jó, Ele pode estar provando a sua fé e sabe [Ele] até onde você
suportará e, além disso, que sairá mais forte do deserto da provação que está
passando.
Na
prova nos buscamos mais a Deus, nós somos mais sensíveis aos problemas dos
outros. Wiley afirma que “basta ser posteridade de Adão para se estar sujeito a
todas as conseqüências do pecado”. Já
Aristóteles via o sofrimento humano como útil ao ser humano: “Quando o
suportamos não por insensibilidade senão por grandeza de alma, o sofrimento é
sublime”.
Deus
tem um propósito com o seu sofrimento.
É
principalmente no sofrimento incompreensível e aparentemente injusto que se nos
oferece a oportunidade de prestar a Deus a homenagem mais tocante e menos
indigna dele – a de um fiel e confiante amor.
Ilustração
Policarpo
(69 – 155 d.c), bispo da Igreja Primitiva, quando tinha 86 anos de idade foi
torturado até a morte, por ser fiel a Cristo, na época da perseguição romana
aos cristãos.
Apesar
de toda uma vida servindo a Cristo, sofreu e foi morto de maneira cruel, sem
ter cometido crime algum, foi colocado em uma fogueira – pira funerária, tão
quente que os executores saíram de perto para não se queimarem. Policarpo,
dentro da fogueira, orava a Deus e alertava aos seus executores que “o fogo com
que me ameaça queima por um tempo , mas logo se extingue; existe um fogo do
qual você não sabe nada a respeito: o fogo do julgamento por vir, uma punição
eterna, o fogo reservado para os ímpios...”
Policarpo
louvava e orava enquanto continuava vivo em meio ao fogo. Determinados em
acabar com a vida dele, os guardas enfiavam lanças em seu corpo, tantas que o
sangue que saia das feridas apagou o fogo. Depois de muitas tentativas Policapo
foi morto e o seu corpo foi queimado.
Deus
tinha um propósito com o sofrimento de Policarpo e os outros milhares de
mártires que foram assassinados pelo império romano: o crescimento e o
fortalecimento do evangelho, que se agigantou com as perseguições.
O
Senhor tem um propósito para todas as coisas, inclusive para o seu sofrimento.
Conclusão
Jó
resistiu ao deserto e saiu mais fortalecido de toda aquela situação. Tanto é
que no capítulo 42, versículo 5, afirma que “Antes eu te conhecia só por ouvir
falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos”.
Depois
do deserto que você está vivendo você sairá mais forte. Você não será mais quem
conhece Deus apenas de ouvir falar. Terá um relacionamento íntimo com o pai e
verá a face de Deus.
Lembrem-se
“(...) O choro pode durar a noite inteira, mas de manhã vem a alegria” (Salmos
30:5b)
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A FAMÍLIA
E OS BENS DE JÓ
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ANTES
DA PROVAÇÃO (1:2-3)
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DEPOIS
DA PROVAÇÃO 42:12-15
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7
filhos
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7
filhos
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3
filhas
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3
filhas
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7
mil ovelhas
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14
mil ovelhas
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3
mil camelos
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6
mil carneiros
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Mil
cabeças de gado
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2
mil cabeças de gado
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500
jumentas
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Mil
jumentas
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Texto paradigma (os propósitos de Deus são desconhecidos do homem):
João
13:7 e 8 - Jesus respondeu: — Agora você
não entende o que estou fazendo, porém mais tarde vai entender! 8 — O senhor
nunca lavará os meus pés! — disse Pedro. — Se eu não lavar, você não será mais
meu discípulo! — respondeu Jesus.
Salmos
119:71 - Foi bom que eu tivesse sido castigado, pois assim aprendi os teus
mandamentos
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